Persona: o navegador social

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Conheça a sua Persona, negocie seus conflitos internos e viva feliz!

Anos atrás, em uma reunião de trabalho, a postura de um colega, extremamente confiante e assertivo, me deixou curioso. Tanto que eu lhe perguntei: Mas você é assim mesmo ou quer ser? Ele me disse em tom bem firme: Eu sou assim!

Fiquei curioso com tamanha assertividade; eu que tenho minhas dúvidas, meus altos e baixos… Hoje conhecendo Astrologia e fazendo análise de Mapas Astrais, me compreendo e posso compreender os outros.

Quando uma criança nasce, é cuidada, amada e nutrida pelos pais e começa a perceber o mundo; no início se sente uma extensão do útero materno, depois aos poucos começa a descobrir que é um ser a parte, diferente da sua mãe.

E aí vem o aprendizado, primeiro em casa e depois no ambiente externo, sobre as regras e convenções sociais, aprendizado fundamental para se conseguir viver numa sociedade.

Desse modo, está se desenvolvendo a “persona” (termo psicológico). É como nos vemos e queremos que as pessoas nos vejam. A persona tem a ver com o nível social da família, a cultura local e mesmo nacional. Precisamos dela para viver; eu dei-lhe o nome de ”navegador social”.

Imagine um jovem índio, criado em sua aldeia na floresta, nunca teve contato com a civilização, colocado numa rua movimentada de uma grande cidade. Ele vai ficar totalmente perdido, assustado mesmo; o que ele aprendeu lhe serve pouco para essa situação.

Situação oposta: você, criado numa grande cidade é colocado numa tribo indígena, que mantém seus costumes milenares; você irá se sentir perdido também, não conhece os costumes e a sua “persona” não saberá como agir; irá precisar de um tempo e de humildade para aprender a viver naquele ambiente.

De acordo com a astrologia, a persona é simbolizada pelo Ascendente, o signo que estava surgindo no horizonte leste, no exato momento do seu nascimento. Ele é extremamente importante na astrologia, simboliza o seu nascimento, a sua criança.

Então, quando alguém fala ou pensa: Eu sou assim! Será? E aquela voz que eu tento abafar, que sussurra coisas que eu não quero ouvir?

Pois bem, o ser humano é dual. Lembro de uma passagem do famoso psicólogo suíço Carl Jung: ele afirmava essa dualidade, ou seja, convivemos com duas ou mais personalidades em nosso íntimo. Em seu livro Memórias, Sonhos e Reflexões ele conta que tinha a personalidade número 1: o jovem que frequentava o colégio, menos inteligente, atento e aplicado do que os demais; o outro, o número 2, era um adulto, velho, cético, desconfiado do mundo dos homens, vivia em contato com a natureza, a terra, o sol, a lua e as intempéries.

Anos atrás tive a oportunidade de fazer um curso de Neurolinguística (PNL) e aprendi a identificar essas vozes dissonantes, ouvi-las e saber negociar com elas para poder tomar uma decisão, sem ficar ansioso se era a melhor decisão para aquela situação.

Voltando à persona, mesmo sendo extremamente importante, ela não é nossa essência. A consciência, da qual o ego é o centro, é uma pequena parte do Self, que compreende o consciente, o inconsciente pessoal e o coletivo. A vida oferece inúmeras oportunidades para desenvolver o Si-mesmo (Self).

Podemos e devemos valorizar nossa persona, mas sabendo relativizar sua importância, pois a busca do Self, o Si-mesmo, deve se tornar uma meta na vida: “Quem sou eu na minha mais profunda essência?”

Tão importante quanto desenvolver o processo de individualização, a busca do Si-mesmo, é descobrir o propósito de vida, o Dharma. Uma análise do seu Mapa Astral pode dar uma enorme contribuição para esclarecer essas questões.

Sobre Marcio Antonio Ferreira

Marcio Antonio Ferreira

Mestre em Gestão Empresarial pela EBAPE/FGV; 10 anos de experiência na aplicação do Indicador de Tipos Psicológicos (MBTI); 35 anos de Petrobras, ocupando funções gerenciais e como consultor em RH.

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