Melhorar resultados? Com esta equipe?

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Os principais passos para um gestor melhorar a gestão, obter resultados e praticar a liderança

“Como posso melhorar os resultados para a empresa ou para o meu negócio? Eu converso com eles, explico o trabalho, falo da importância de trabalharem como equipe, mas não está dando certo”

Situações como esta são mais comuns do que possa parecer. Por quê? Trabalho em grupo é realmente complexo; as pessoas são diferentes, têm interesses muitas vezes divergentes e antagônicos, tem ritmos e formas diferentes de fazer as coisas.

Uma equipe dividida, desmotivada, sem um sentido de direção, que não conheça bem seus processos e as necessidades dos clientes, provavelmente terá grandes perdas de qualidade, de produtividade e dos resultados empresariais.

E como reverter isso?

Vamos por partes. Separei em cinco blocos para facilitar a compreensão dos pontos importantes.

Observação importante: na época atual, de pandemia, prática do home office, etc. é provável que todos os fatores tenham que ser revisitados para uma adaptação mais efetiva à nova realidade, que tende a se manter.

1) Processos

Os processos da tua área de trabalho estão mapeados e bem organizados? Tua equipe conhece bem os processos? Eles têm os recursos materiais necessários para o trabalho?

2) Equipe – dimensionamento

A equipe está bem dimensionada? Importante não estar sub ou superdimensionada. Em tempos de competição e de restrições econômicas a tendência é de se ter equipes enxutas, porém, procurando manter a qualidade e a produtividade. E aí, entra um fator importantíssimo: o trabalho como equipe, ou seja, cada um fazendo seu processo e atento às necessidades dos outros membros e do todo.

3) Equipe – talentos e adequação

Quais são os potenciais dentro da equipe e quais as limitações? Quando um gestor conhece as forças e as possíveis dificuldades de cada membro da equipe, inclusive as próprias, amplia enormemente sua capacidade para apoiar, cobrar resultados, delegar e incentivar o crescimento pessoal e coletivo.

Um instrumento bastante interessante para isto é o Indicador de Tipos Psicológicos – MBTI – utilizado por muitas empresas e também por órgãos de ponta no ambiente de ensino, como o INSEAD, instituto para formação e desenvolvimento de executivos na França.

4) Equipe – jogos de poder internos ao grupo

É próprio do ser humano um maior ou menor grau de competição e para isso as pessoas se agrupam informalmente como estratégia para ampliar seu poder ou para sobreviver em ambientes competitivos. Esses subgrupos muitas vezes se hostilizam, de forma dissimulada, e até mesmo aberta. Conflitos como esses podem ter efeitos muito ruins para os resultados pretendidos. Como enfrentar situações desse tipo? É importante o gestor conhecer, pelo menos um pouco, esses mecanismos, e saber enfrentar ou atenuar seus efeitos negativos. Melhor ainda se puder aproveitar as lideranças e as forças mobilizadoras da sua equipe, canalizando-as para os resultados pretendidos. Pior é fazer de conta que não existem conflitos.

5) Consciência do papel de cada um e do senso coletivo de direção: “Para onde estamos indo?”

Qualquer atividade ou função é importante para a organização. O empregado precisa reconhecer a importância do seu trabalho, saber o que se espera dele. Fazer o trabalho de forma eficiente e eficaz; saber encantar clientes, internos e externos, tudo gera uma sensação de estar contribuindo para o sucesso da empresa.

É muito importante também que o gestor, saiba mostrar claramente qual é a visão, qual é o norte da empresa. Isto dá um sentido de alinhamento e de direção que envolve a todos. O foco na visão deve ser mantido e constar sempre das pautas de reuniões, eventos, etc., para que não caia no esquecimento ou no descrédito e essa é uma função específica de liderança e cabe ao gestor.

Sobre Marcio Antonio Ferreira

Marcio Antonio Ferreira

Mestre em Gestão Empresarial pela EBAPE/FGV; 10 anos de experiência na aplicação do Indicador de Tipos Psicológicos (MBTI); 35 anos de Petrobras, ocupando funções gerenciais e como consultor em RH.

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